MOINHO DE S. BRÁS DE ALPORTEL

Separadores primários

Originariamente da região irano-afegã os moinhos de vento mediterrâneos foram introduzidos em Portugal pelos Árabes entre os séculos VIII e X.

A nossa tradição náutica melhorou o velame com a introdução da vela latina triangular e agilizou o sistema giratório do capelo na captação do vento, dando aos moinhos portugueses a sua própria originalidade.

O moinho de cabresto, situado no baixo Alentejo e serra Algarvia, é o mais antigo da zona mediterrânea.

Estes moinhos, geralmente atarracados, são construídos por uma forte torre feita de pedra e cal, reduzindo a área útil interna, especialmente no piso térreo.

O capelo roda pela tracção de espias de corda - os cabrestos - fixos à ponta do mastro, direccionando o velame a favor do vento.

Instalados num terreiro circular com cerca de 30m de diâmetro, está rodeado de marcos de pedra equidistantes uns dos outros onde o moleiro firma os cabrestos quando precisa de rodar o capelo.

O velame é constituído pelo mastro (o peão), quatro velas triangulares de pano e respectivas varas.

Nos moinhos mais antigas, a cobertura era feita com palha de centeio, sendo modernamente substituído por chapa de zinco.

As aberturas do moinho, para além da porta, geralmente situado no lado oposto ao vento predominante, eram duas janelas, uma na torre, virada a sul, e outra no tejadilho que permitia ao moleiro o acesso externo para qualquer reparação no mastro ou velame.